A indústria do alumínio se adequando a sustentabilidade

Hoje se fala muito em sustentabilidade, mas quem realmente trabalha em torno desse assunto? Matéria-prima relevante para a maioria das atividades econômicas, a energia é um componente fundamental na cadeia produtiva do alumínio, que necessita desse bem em escala significativa. Por isso, a indústria investe em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias capazes de reduzir seu consumo de energia – úteis para diminuir seus próprios custos e garantir a sustentabilidade ambiental de nosso planeta.

Nesse sentido, o alumínio brasileiro tem um diferencial importante, pois utiliza energia hidrelétrica, limpa, cujos impactos ambientais são sensivelmente inferiores àqueles decorrentes de tecnologias empregadas em outros países, como a queima de carvão -, e gás natural. Além disso, no Brasil, o índice de consumo de energia no processo produtivo de alumínio primário é inferior à média mundial: em 2008, aqui foram utilizados 14,9 MWh para cada tonelada de alumínio; internacionalmente, nesse mesmo período, o consumo chegou a 15,4 MWh.

Para melhorar seus índices, a indústria do alumínio trabalha constantemente no desenvolvimento de sistemas mais eficientes. Pesquisam-se, também, fornos com capacidade para correntes maiores, pois, relativamente a um conjunto composto por cubas menores, neles é possível obter relação mais favorável entre produção de alumínio e consumo de energia.

Ainda falando sobre reciclagem e sustentabilidade, é muito comum ver na mídia a informação de que a indústria do alumínio recicla 35% de tudo o que o país consome. Em primeiro lugar, a afirmação não é correta e induz a um erro sutil, porém importante para o entendimento. Precisamos saber o que este percentual realmente representa.

Ele não é um índice de reciclagem, e sim o quanto de alumínio reciclado foi utilizado no consumo de todos os produtos feitos com o metal, em determinado ano, no país. Assim, dizer que o percentual de alumínio reciclado contido no total dos produtos de alumínio consumidos é de 35%, não é o mesmo que afirmar que o índice de reciclagem total é de 35%, e que, portanto, os 65% restantes seriam desperdiçados. Isso é um erro. Ao contrário, toda a sucata de alumínio disponibilizada no mercado é reciclada. Por isso, o índice só não é 100% porque o material não foi todo disponibilizado para reciclagem, e sim direcionado a outros setores, por exemplo, siderúrgico/destrutivos.

A disponibilidade está muito relacionada ao ciclo de vida dos produtos. A lata tem vida de 30 dias; uma peça de automóvel, no Brasil, pode durar de 10 a 15 anos; uma esquadria ou panela, 40 anos!  Ou seja, o alumínio empregado nesses setores é utilizado por muito tempo e a sucata não vai para o mercado – ficando encerrada num ciclo fechado.

Desse modo, estamos preservando o meio ambiente, economizando energia e, ao mesmo tempo, reciclando – não só a sucata produzida no país, mas também aquela que é produzida internacionalmente. A cadeia da reciclagem é um ciclo ininterrupto, e nós o ajudamos a ter continuidade, tamanha é a eficiência da indústria da reciclagem brasileira. Em outras palavras, reciclamos 100%, e mais um pouco!

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