Posts Tagged ‘alumínio’

Atividades lúdicas ensinam crianças os benefícios da reciclagem

outubro 26, 2010

A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) organiza no dia 31 de outubro, domingo, uma tarde de muita diversão e conscientização ambiental para as crianças que estiverem na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, Zona Oeste de São Paulo. O tema da brincadeira: a importância da reciclagem do alumínio para o meio ambiente.

A partir das 14h e até 20h, jogos e brincadeiras ambientais colocarão a criançada em movimento enquanto aprendem mais sobre produtos de alumínio e reciclagem. Enquanto isso, uma dupla de contadores de histórias e o grupo Ciranda de Cantigas  mostrarão por que a reciclagem é tão importante para o planeta, por meio de histórias, apresentações musicais e teatro de bonecos. As atividades são gratuitas.

“Queremos mostrar para as crianças, que elas terão, no futuro, um papel muito importante na preservação do meio ambiente, e que a reciclagem das latas de alumínio pode contribuir bastante para esse processo”, explica Henio De Nicola, coordenador da Comissão de Reciclagem da ABAL.

Serviço

Atividades lúdicas ensinam crianças sobre a importância da reciclagem

Dia e horário: 31 de outubro de 2010, domingo – das 14h às 18h

Local: Livraria Cultura – Shopping Villa Lobos, setor infantil e auditório

Endereço: Av. das Nações Unidas, 4777 | Pinheiros, Zona Oeste | São Paulo

Entrada franca

Fonte: http://www.abal.org.br

Inédita no Brasil, pesquisa da Unicamp mostra a possibilidade da criação de espumas e esponjas feitas de alumínio

outubro 18, 2010

Quando o assunto é espuma ou esponja, vem à mente maciez, maleabilidade e grande capacidade de retenção de líquidos, por causa da quantidade de poros em toda a extensão. A proposta da pesquisa desenvolvida na Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é manter as mesmas características em uma versão inédita. Encabeçada pela professora titular Maria Helena Robert, o trabalho mostra que é possível produzir materiais tão diferentes e inovadores com o uso do metal. “Alumínio é alumínio, só que esses (espuma e esponja) têm ar dentro e, por isso, são muito mais leves e com inúmeras possibilidades de aplicação”, revela a pesquisadora.

As espumas e esponjas de alumínio são materiais celulares – possuem até 30% do peso e densidade do material maciço e, por isso, são leves -, têm processos de fabricação e aplicação distintos, são duráveis e até competem com o material maciço em aplicações que utilizam o metal. Pode-se dizer que a diferença entre a espuma e a esponja são os poros (buracos) de cada uma. A primeira tem os poros fechados e a segunda, poros interconectados – vazios – ligados entre si.

Diversas aplicações
Esses novos materiais são excelentes isolantes térmicos, acústico e de vibração, além de possuírem uma capacidade elevada de absorção de impacto/energia. “Eles são como colchões de ar, muito leves e resistentes. Por isso absorvem muito o impacto, quando são utilizados para tal finalidade”, compara a professora Maria Helena.

“Existem diversos tipos de aplicabilidade das esponjas e espumas de alumínio e estes materiais têm um potencial muito grande. Qualquer peça maciça do metal pode ser substituída pelas espumas ou esponjas. A única ressalva é que esses materiais não têm resistência a tração. Se houver qualquer solicitação nessa área, não poderão atender. Em compensação, eles são interessantes para qualquer componente que sofre compressão”, comenta Maria Helena. Um bom exemplo do uso dos materiais celulares é na indústria automotiva, em geral. Eles podem ser utilizados na absorção de impacto, nos pilares de formação dos veículos, nos componentes dos motores, em peças e engrenagens, e até em baterias, por permitir a passagem e troca de fluidos (somente no caso das esponjas). No setor aeronáutico, as esponjas e espumas de alumínio são interessantes para chapas estruturais, e na construção civil podem ser muito bem utilizadas para revestir bases de viadutos (isolante acústico e de vibração), em laterais das estradas (isolante acústico e de vibração), em paredes (isolamento acústico e térmico), em tampões de mesa e de outras inúmeras maneiras. Há também a possibilidade de uso dos materiais em coletes de segurança (coletes à prova de bala).

Em busca de parcerias
Mesmo com as inúmeras vantagens apresentadas para uso desses novos materiais, a comercialização do produto ainda é nula em território nacional. Nem mesmo pesquisas nessa área de atuação são realizadas no Brasil fora da Unicamp. “Quem quiser saber mais sobre a técnica no Brasil, precisa me procurar”, brinca a professora. “Aqui, dominamos a técnica de fabricação, mas precisaríamos de parceiros do setor industrial para produzir estes materiais celulares em escala piloto”, reforça a pesquisadora, que garante que se houvesse interesse da iniciativa privada o produto estaria disponível no mercado em dois anos.

“Dominamos a tecnologia de fabricação, mas agora precisamos passar para quem queira produzir em maior escala. Aqui na Unicamp,  não temos equipamentos em escala de produção para fazer isso, e também nem poderíamos atuar nesse sentido, já que somos uma universidade e nosso produto é o conhecimento”,  argumenta. Segundo ela, o que falta agora é dar o ‘salto do laboratório para um setor de desenvolvimento de uma empresa’,  que faça um protótipo dos novos materiais e, posteriormente, passe para a produção em escala. “Orientei inúmeras teses sobre espumas e esponjas de alumínio e muitos alunos já apresentaram seus trabalhos em congressos, mas ainda não fomos procurados por ninguém. Publicamos muitos artigos sobre o assunto no exterior também”, destaca Maria Helena.

Saiba mais sobre o 14º Congresso Brasileiro de Embalagem

setembro 23, 2010

E está acontecendo o 14º Congresso Brasileiro de Embalagem ABRE, principal evento do setor de embalagens no Brasil, que ocorreu ontem e está acontecendo hoje, no Centro Fecomercio de Eventos, em São Paulo (SP). Realizado a cada dois anos, o Congresso deste ano terá por tema Embalagem e o novo varejo: responsabilidade ambiental aliada à inovação. “O foco de nosso desenvolvimento está diretamente relacionado à inovação e à sustentabilidade, assunto principal do Congresso. Ao patrocinar o evento, estamos reforçando a importância do tema, enfatizando nossa ligação com este mercado e estimulando a inovação sustentável”, afirma o Diretor de Adesivos e Laminados, Evandro Kunst.

Na programação do evento, a Artecola irá contribuir no dia 23 de setembro com a palestra Vantagens e benefícios dos hot-melts de última geração – casos de sucesso de Artecola e Forbo no mundo dos adesivos, que ocorrerá às 16h, no auditório. O ministrante será o Gerente de Tecnologia de Adesivos da Artecola, Roberto Moutinho, Engenheiro Químico (Unicamp) com pós-graduação em Administração e Marketing (Fundação Getúlio Vargas) e diversos cursos de especialização no exterior (EUA, Alemanha, França, Espanha e Suíça). Com ampla experiência no mercado de adesivos, Moutinho também integra o Conselho de Adesivos da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT/CB10.

Abaixo segue a lista de materiais com fortes atributos sustentáveis:

• PVAs linha Green (isentas de solvente):
– 6098G: Adesivo aquoso para colagem de papel Kraft revestido com polietileno e papel Kraft. As matérias primas deste adesivo seguem regulamentação FDA para contato indireto com alimentos.
– 6048G: Adesivo aquoso para colagem de papel, caixas de papelão, cartão e cartolina sem verniz;
– 6025G: Adesivo base água para aplicação por disco.

Fonte: N2_NOTICIA EM DOBRO

Arábia Saudita é quarto mercado para alumínio do Brasil

setembro 4, 2010

O país árabe respondeu por 6,7% das vendas externas de semimanufaturados de alumínio no primeiro semestre do ano. Houve aumento de 18,9% nas exportações gerais do setor no período.

A Arábia Saudita foi destino para 6,7% das exportações brasileiras de produtos semimanufaturados de alumínio, de acordo com informações da Associação Brasileira do Alumínio (Abal). O país árabe foi o quarto maior importador do segmento no primeiro semestre deste ano, atrás apenas de Estados Unidos, Argentina e Venezuela.
De acordo com a Abal, as exportações da indústria de alumínio ficaram, entre janeiro e junho, em US$ 1,8 bilhão. Elas responderam por 2% das vendas externas do Brasil e avançaram 18,9% sobre o primeiro semestre de 2009. As previsões da Abal indicam que no ano o setor terá uma receita de exportação de US$ 4,05 bilhões.

De acordo com a Abal, as exportações da indústria de alumínio ficaram, entre janeiro e junho, em US$ 1,8 bilhão. Elas responderam por 2% das vendas externas do Brasil e avançaram 18,9% sobre o primeiro semestre de 2009. As previsões da Abal indicam que no ano o setor terá uma receita de exportação de US$ 4,05 bilhões.

Também houve, nos primeiros seis meses do ano, aumento nas importações brasileiras de produtos de alumínio. Elas cresceram bem mais do que as exportações, em percentual, em 47,8%, mas o seu valor foi bem menor, US$ 464 milhões. No ano, as importações devem chegar a US$ 932 milhões, segundo projeções da Abal.

Segundo a Abal, o mercado interno também aumentou seu consumo de produtos transformados de alumínio, passando de 463,1 mil toneladas no primeiro semestre de 2009 para 626,7 mil toneladas nos mesmos meses de 2010. O crescimento foi de 35,3%. Houve aumento nas compras de chapas, em 28,5%, de extrudados, em 45%, de fundidos, em 43,9%, e de folhas, em 32,4%.

Mitos e verdades sobre as latas de alumínio

agosto 31, 2010

Existem muitos boatos e mentiras a respeito da reciclagem  de latas de alumínio. Circulam pela Internet, há alguns anos, mensagens com a suposta intenção de alertar a população sobre “o perigo” de se consumir bebidas em latas. Estas poderiam estar contaminadas por urina de ratos, provocando leptospirose.

A primeira onda de mensagens circulou nos Estados Unidos, sem identificação de autores ou personagens, e  no Brasil, ganharam uma nova versão na qual, para dar ares de credibilidade ao texto, aponta-se o doutor Fábio Olivares, do Centro de Biociências e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense como autor. A versão brasileira afirma existir uma pesquisa do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial) sobre o assunto e chega a sugerir que pessoas teriam contraído leptospirose e morrido, após consumir bebidas em lata.

Com o objetivo de esclarecer o público, a Associação Brasileira de Alumínio buscou a confirmação de cada uma das informações contidas nas mensagens. Com isso, obteve declarações por escrito tanto do doutor Fábio – em que nega a autoria do texto – quanto do chefe de gabinete da Presidência do Inmetro,Carlos Eduardo Vieira Camargo, garantindo que o instituto jamais realizou análise em latas de refrigerantes com a finalidade de medir níveis de vermes ou bactérias.

A ABAL também recebeu uma correspondência do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria da Saúde de São Paulo, que afirma não existir, em todos os casos de leptospirose registrados no Estado, nenhum que tenha sido provocado por ingestão de bebida em lata. O CVE também inseriu esse informe na página da Secretaria de Saúde Pública:www.cve.saude.sp.gov.br/htm/lepinforme.htm. As informações foram confirmadas em novo documento recebido em 20 de maio de 2004.

Diante da comprovada falsidade das informações divulgadas nas tais mensagens, a ABAL requereu, junto à Polícia Civil de São Paulo, a instauração de um inquérito policial a fim de apurar a ocorrência de crime de falsidade ideológica e outros crimes de fundo econômico ligados a esses boatos.

Por tudo isso, se você receber um e-mail alertando para o risco de se beber cervejas e refrigerantes em lata, use o bom senso antes de retransmiti-lo.

Tenha em mente que a indústria de latas, assim como os fabricantes de bebidas, respeitam padrões internacionais, além de normas próprias de produção, e garantem a qualidade e a integridade de seus produtos.

Portanto, a questão a respeito da qual se deve alertar a população é a da higiene no armazenamento e na manipulação dos produtos em geral e essa é uma preocupação que vale para todo e qualquer produto e/ou embalagem, e não apenas para as latas de bebidas. O caminho para se evitar problemas é um só: hábitos básicos de higiene.

Fonte: ABAL

Dicas de como usar melhor o alumínio aliado ao microondas

julho 5, 2010

Uma lenda urbana que acompanha o alumínio há décadas é que esse material e o microondas não podem andar juntos. O tempo passou, a tecnologia dos fornos de microondas evoluiu e isso é coisa do passado, porém, muitas pessoas ainda tem esse tipo de receio e continuam abrindo mão de embalagens de aluminío na hora de utilizar esse aparelho.

Por isso, nós do Wyda reunimos uma série de informações e dicas pra desmentir essa história e, finalmente, fazer com que todo mundo passe a aliar o alumínio ao uso do forno microondas. Para que esse tipo de prática seja totalmente segura, vale a pena prestar atenção em algumas regras:

– A embalagem não pode encostar nas paredes do microondas em funcionamento, para que isso não provoque faiscamento – a distância mínima recomendada é de 3cm em todos os lados;
– Utilize apenas embalagens com até 3,5cm de profundidade. Embalagens mais profundas devem ser colocadas em um recipiente de vidro ou refratário com água para completar o aquecimento em banho-maria;
– Ocupe integralmente o conteúdo das embalagens, para garantir que o aquecimento seja uniforme. Aquecer porções menores do que a embalagem, deixando partes desta vazia, pode representar risco de faiscamento;
– Utilize as embalagens de alumínio em forno microondas com prato giratório, e posicione a embalagem no centro para que não haja escorregamento – o que poderia deixá-la a menos de 3cm das paredes do aparelho;
– Não se deve recongelar nenhum tipo de alimento, pois pode haver comprometimento da qualidade dos mesmos, isso independente do tipo de embalagem utilizada;
– Antes de levar a embalagem ao microondas, é necessário retirar a tampa protetora, para que as ondas possam atuar no alimento. Em seu lugar, use uma cobertura de papel manteiga ou uma daquelas tampas especiais para microondas que fará com que o vapor se mantenha na embalagem e dará uniformidade ao aquecimento;
– Não utilize duas embalagens no microondas ao mesmo tempo.

Além dessas dicas, selecionamos também algumas outras que ressaltam o uso de papel-alumínio no auxílio do cozimento dos alimentos no microondas. Afinal, não são apenas as embalagens feitas em alumínio que podem ser utilizadas nesse tipo de aparelho. Como o alumínio reflete as microondas, tiras estreitas de papel alumínio podem ser colocadas nas extremidades e partes mais sensíveis do alimento (carnes, peixes e aves), assim agirão como escudo e proporcionarão um descongelamento e um cozimento mais uniforme. Como já foi dito antes, lembre-se de não deixar que o papel alumínio encoste nas paredes do forno microondas ou em seu grill, para evitar faiscamento. E para retirar a embalagem de alumínio do forno microondas, é importante utilizar uma luva protetora para as mãos, pois ela estará muito quente.

Dessa maneira, esperamos que tenhamos deixado claro que se tomarmos os devidos cuidados, não há nada que impeça que você utilize embalagens de alumínio, bem como o do papel alumínio, nos fornos microondas. Isso faz com que seu alimento seja cozido de maneira mais uniforme e saborosa.

Alumínio – sem sombra de dúvida, o melhor tipo de embalagem

maio 18, 2010

A reciclabilidade é um dos atributos mais importantes do alumínio, pois é um material que pode ser produzido infinitas vezes, sem perder suas qualidades no processo de reaproveitamento, ao contrário de outros. Esta característica possibilita uma combinação única de vantagens para o alumínio, destacando-se, além da proteção ambiental e economia de energia, o papel multiplicador na cadeia econômica – o exemplo mais visível é o da latinha de alumínio, que transforma-se novamente em lata após a coleta e refusão, sem que haja limites para seu retorno ao ciclo de produção.

A reciclagem de alumínio é feita tanto a partir de sobras do próprio processo de produção, quanto de sucata gerada por produtos com vida útil esgotada. Este reaproveitamento de sobras do processo pode ocorrer tanto interna como externamente, por meio de terceiros ou refusão própria. E representa uma grande economia de energia e matéria-prima, refletindo-se em aumento da produtividade e redução da sucata industrial.

A reciclagem acabou sendo algo que não conseguimos dissociar da produção de alumínio, pois as empresas sempre tiveram a preocupação de reaproveitar retalhos de chapas, perfis e laminados, entre outros materiais gerados durante o processo de fabricação. Porém, a reciclagem de produtos com vida útil esgotada depende do tempo gasto entre seu nascimento, consumo e descarte. Isto é chamado de ciclo de vida de um produto, que pode ser de 45 dias, como no caso da lata, ou até mais de 40 anos, no caso de cabos de alumínio para transmissão de energia elétrica. Mas em qualquer caso, o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes.

Quanto mais curto for o ciclo de vida de um produto de alumínio, mais rápido será o seu retorno à reciclagem. Por isso, os volumes de reciclagem da indústria alcançaram índices expressivos com a entrada da lata de alumínio no mercado.

O ciclo médio de vida de uma lata de alumínio é de 30 dias, desde sua colocação na prateleira do supermercado, até seu retorno reciclada.

A força do alumínio na economia

Em 2000 o índice de reciclagem de latas de alumínio no Brasil atingiu a marca de 78%, o segundo maior do mundo, superado apenas pelo Japão. E isso foi determinante para a expansão de um setor quase sempre marginalizado na economia, o da coleta e comercialização de sucata, que movimenta grandes volumes e valores respeitáveis. Essa atividade assume um papel multiplicador na cadeia econômica, que reúne desde empresas produtoras de alumínio e seus parceiros, até recicladores, sucateiros e fornecedores de insumos e equipamentos para a indústria de reciclagem.

Trata-se de um setor que tem estimulado o desenvolvimento de novos segmentos, como o de fabricantes de máquinas para amassar latas, prensas e coletores e que atrai a atenção de ambientalistas e gestores de instituições públicas e privadas envolvidos no desafio do tratamento e reaproveitamento de resíduos e também beneficia milhares de pessoas, que retiram da coleta e reciclagem sua renda familiar. Hoje o mercado brasileiro de sucata de lata de alumínio movimenta hoje mais de US$100 milhões anuais.

Reflexos Ambientais e Sociais

A reciclagem de alumínio acabou criando uma cultura de combate ao desperdício, que difunde e estimula o hábito do reaproveitamento de materiais, com reflexos positivos na formação da cidadania e no interesse pela melhoria da qualidade de vida da população. O alto valor agregado do alumínio desencadeia um benefício indireto para outros setores, como o plástico e o papel. A valorização do alumínio para o sucateiro torna atraente sua associação com coletas de outros materiais de baixo valor agregado e grande impacto ambiental. Além disso, a perspectiva de reaproveitamento permanente chama a atenção da sociedade por produtos e processos limpos, criando um comportamento mais renovável em relação ao meio ambiente brasileiro.

Em 2002, o Brasil reciclou 253.500 toneladas de alumínio, equivalente a 35% do consumo doméstico, ficando acima da média mundial de 33%. Além disso, o país lidera a reciclagem de latas de alumínio, tendo alcançado o índice de 87%, mantendo o País como campeão na reciclagem de latas de alumínio entre os países onde esta atividade não é obrigatória por lei, posição conquistada em 2001, quando o índice brasileiro alcançou 85% e superou o do Japão, que liderava o ranking até então.

O índice de 87% corresponde a um volume de 121,1 mil toneladas de latas de alumínio, ou 9 bilhões de unidades, aproximadamente. Os números indicam um crescimento de 2,6% sobre o volume coletado em 2001, que foi de 118,0 mil toneladas (aproximadamente, 8,7 bilhões de unidades). Desde 1998, quando ultrapassou pela primeira vez o índice dos Estados Unidos (63% contra 55%), o índice brasileiro vem apresentando crescimento médio de 10% ao ano.

A reciclagem de latas de alumínio envolve mais de 2.000 empresas de sucata, de fundição secundária de metais, transportes e crescentes parcelas da população, representando todas as camadas sociais – dos catadores até classes mais altas. As latas coletadas são recicladas e transformadas em novas latas, com grande economia de matéria-prima e energia elétrica.

A cada quilo de alumínio reciclado, cinco quilos de bauxita (minério de onde se produz o alumínio) são poupados. Para se reciclar uma tonelada de alumínio, gasta-se somente 5% da energia que seria necessária para se produzir a mesma quantidade de alumínio primário, ou seja, a reciclagem do alumínio proporciona uma economia de 95% de energia elétrica. A reciclagem da lata representa uma enorme economia de energia: para produzir o alumínio são necessários 17,6 mil kw. Para reciclar, 700 kw. A diferença é suficiente para abastecer de energia 160 pessoas durante um mês.

Hoje, em apenas 30 dias uma latinha de alumínio pode ser comprada no supermercado, jogada fora, reciclada e voltar às prateleiras para o consumo. A reciclagem de latinhas é um ato moderno e civilizado que reflete um alto grau de consciência ambiental alcançado pela população e demonstra a junção de esforços de todos os segmentos da sociedade, das indústrias de alumíno até o consumidor, passando pelos fabricantes de bebidas. Os reflexos da atividade contribuem de várias maneiras para elevar o nível de qualidade de vida das cidades brasileiras.

A reciclagem de alumínio e alguns dados sobre esse processo no Brasil

>> O Brasil é octacampeão na reciclagem de latas de alumínio em países onde a reciclagem de embalagens não é obrigatória por lei. O país, desde 2005, ultrapassou a barreira dos 96% das latas disponíveis no país, o que equivale a 127,6 mil toneladas de latas. Desde então, o país vem sendo seguido pelo Japão, Argentina e Estados Unidos.

>> Embora este índice seja alto, não podemos nos esquecer de que ele é tão expressivo graças ao 1 milhão de pessoas catando sucatas nas ruas do Brasil. Graças ao processo de reciclagem essas pessoas tem acesso a renda, pois em geral não possuem formação suficiente para se adequar ao mercado de trabalho.
>> Entre 2000 e 2005, subiu de 10% para 24%, a participação de clubes e condomínios na coleta de alumínio, mostrando um maior engajamento da classe média.

Saiba o motivo da utilização de cápsulas de alumínio nas embalagens de café

abril 30, 2010

A Nespresso revelou o motivo da utilização das cápsulas de alumínio em suas embalagens, e o Blog Wyda te explica.

O alumínio preserva protege o café e mantém os aromas intactos. O alumínio é infinitamente reciclável e não perde nenhuma de suas qualidades. A Nestlé está criando agora um sistema de  recuperação de cápsulas nos principais mercados europeus, para triplicar a capacidade de reciclagem de cápsulas usadas em 75% até o ano de 2013.

Reciclagem é a palavra de ordem!
Cápsulas de alumínio

Consumo de alumínio deve crescer 21% em 2010

abril 15, 2010

A Associação Brasileira do Alumínio divulgou o desempenho do mercado brasileiro do alumínio no ano de 2009. De acordo com a entidade, o consumo doméstico de produtos transformados de alumínio, no ano passado, foi de 1.007,9 mil toneladas, o que corresponde a uma queda de 10,6% em relação as 1.127 mil toneladas consumidas em 2008.

Mesmo com a queda, que interrompeu uma série de cinco anos contínuos de crescimento, nota-se que o consumo apresentou uma recuperação gradual a cada trimestre. No último trimestre de 2009, por exemplo, o volume consumido foi 6,3% maior que o registrado no mesmo período do ano de 2008, quando nossa economia sentiu os primeiros sinais da crise econômico-financeira.

Para 2010, a ABAL prevê um retorno do mercado interno aos níveis de 2008 e estima um consumo de 1.221,9 mil toneladas, alavancado, principalmente, pelos produtos Chapas (+19,8%), Extrudados (+24,5%) e Fundidos (+12,5%).

O alumínio é prejudicial à saúde?

abril 13, 2010

Todos sabemos que o alumínio é hoje uma das matérias primas mais usadas em todo mundo, e que seu poder de reciclabilidade é imenso. Mas será que ele é nocivo à saúde? Todos os estudos realizados até hoje mostram que o alumínio a que estamos expostos diariamente não causa nenhum dano à saúde humana. O nosso organismo tem eficientes barreiras no trato gastrointestinal, nos pulmões e na pele, além da barreira hematoencefálica, que praticamente impedem a absorção do metal.

O alumínio é o terceiro elemento que se encontra em quantidade na natureza, depois do oxigênio e do silício, e representa 8% da crosta terrestre. Assim, esse metal está presente em nossas vidas de diversas formas, sejam naturais ou manufaturadas, pois estamos expostos ao alumínio do solo, da água, do ar, nos alimentos e em alguns remédios prescritos para o tratamento de úlceras gástricas.

O alumínio é utilizado inclusive na prevenção de doenças, contribuindo decisivamente no aumento da provisão de água potável: o sulfato de alumínio é usado como floculante nas estações de tratamento de água, onde age aglutinando pequenas partículas indesejáveis, além de organismos e bactérias prejudiciais à saúde, o que facilita a sua eliminação.

E não é apenas no ambiente externo que o alumínio nos é familiar. Sua ocorrência em todos os órgãos, tecidos e fluídos do corpo humano demonstra que convivemos com o alumínio desde o nascimento.

A Organização Mundial de Saúde – OMS recomenda em seu Manual de Potabilidade uma taxa de 200 microgramas por litro de água, unicamente em função do efeito visual de turbidez provocado pelo uso de sulfato de alumínio nos reservatórios para tratamento de água.