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Mitos e verdades sobre as latas de alumínio

agosto 31, 2010

Existem muitos boatos e mentiras a respeito da reciclagem  de latas de alumínio. Circulam pela Internet, há alguns anos, mensagens com a suposta intenção de alertar a população sobre “o perigo” de se consumir bebidas em latas. Estas poderiam estar contaminadas por urina de ratos, provocando leptospirose.

A primeira onda de mensagens circulou nos Estados Unidos, sem identificação de autores ou personagens, e  no Brasil, ganharam uma nova versão na qual, para dar ares de credibilidade ao texto, aponta-se o doutor Fábio Olivares, do Centro de Biociências e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense como autor. A versão brasileira afirma existir uma pesquisa do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial) sobre o assunto e chega a sugerir que pessoas teriam contraído leptospirose e morrido, após consumir bebidas em lata.

Com o objetivo de esclarecer o público, a Associação Brasileira de Alumínio buscou a confirmação de cada uma das informações contidas nas mensagens. Com isso, obteve declarações por escrito tanto do doutor Fábio – em que nega a autoria do texto – quanto do chefe de gabinete da Presidência do Inmetro,Carlos Eduardo Vieira Camargo, garantindo que o instituto jamais realizou análise em latas de refrigerantes com a finalidade de medir níveis de vermes ou bactérias.

A ABAL também recebeu uma correspondência do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria da Saúde de São Paulo, que afirma não existir, em todos os casos de leptospirose registrados no Estado, nenhum que tenha sido provocado por ingestão de bebida em lata. O CVE também inseriu esse informe na página da Secretaria de Saúde Pública:www.cve.saude.sp.gov.br/htm/lepinforme.htm. As informações foram confirmadas em novo documento recebido em 20 de maio de 2004.

Diante da comprovada falsidade das informações divulgadas nas tais mensagens, a ABAL requereu, junto à Polícia Civil de São Paulo, a instauração de um inquérito policial a fim de apurar a ocorrência de crime de falsidade ideológica e outros crimes de fundo econômico ligados a esses boatos.

Por tudo isso, se você receber um e-mail alertando para o risco de se beber cervejas e refrigerantes em lata, use o bom senso antes de retransmiti-lo.

Tenha em mente que a indústria de latas, assim como os fabricantes de bebidas, respeitam padrões internacionais, além de normas próprias de produção, e garantem a qualidade e a integridade de seus produtos.

Portanto, a questão a respeito da qual se deve alertar a população é a da higiene no armazenamento e na manipulação dos produtos em geral e essa é uma preocupação que vale para todo e qualquer produto e/ou embalagem, e não apenas para as latas de bebidas. O caminho para se evitar problemas é um só: hábitos básicos de higiene.

Fonte: ABAL

Reciclabilidade, sabe o que significa?

março 17, 2010

A reciclabilidade é um dos atributos mais importantes do alumínio. Qualquer produto produzido infinitas vezes, sem perder suas qualidades no processo de reaproveitamento, ao contrário de outros materiais. O exemplo mais comum é o da lata de alumínio para bebidas, cuja sucata transforma-se novamente em lata após a coleta e refusão, sem que haja limites para seu retorno ao ciclo de produção. Esta característica possibilita uma combinação única de vantagens para o alumínio, destacando-se, além da proteção ambiental e economia de energia, o papel multiplicador na cadeia econômica.

A reciclagem de alumínio é feita tanto a partir de sobras do próprio processo de produção, como de sucata gerada por produtos com vida útil esgotada. De fato, a reciclagem tornou-se uma característica intrínseca da produção de alumínio, pois as empresas sempre tiveram a preocupação de reaproveitar retalhos de chapas, perfis e laminados, entre outros materiais gerados durante o processo de fabricação.

Este reaproveitamento de sobras do processo pode ocorrer tanto interna como externamente, por meio de terceiros ou refusão própria. Em qualquer caso representa uma grande economia de energia e matéria-prima, refletindo-se em aumento da produtividade e redução da sucata industrial.

A reciclagem de produtos com vida útil esgotada, por sua vez, depende do tempo gasto entre seu nascimento, consumo e descarte. Isto é chamado de ciclo de vida de um produto, que pode ser de 45 dias, como no caso da lata, até mais de 40 anos, no caso de cabos de alumínio para transmissão de energia elétrica. Em qualquer caso, o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes.

Quanto mais curto for o ciclo de vida de um produto de alumínio, mais rápido será o seu retorno à reciclagem. Por isso, os volumes de reciclagem da indústria alcançaram índices expressivos, com a entrada da lata de alumínio no mercado.


Desenvolvimento sustentável. Você sabe o que é?

janeiro 26, 2010

Fundamental para o crescimento de qualquer setor de atividade humana, o desenvolvimento sustentável é um tripé que alia três grandes objetivos: econômicos, sociais e ambientais,

Nos objetivos econômicos, a prioridade está na criação de iniciativas que garantam o crescimento do setor, agregando valor para os acionistas, eficiência nos processos e constante inovação.

No quesito ambiental, a indústria estrutura o seu progresso também no cuidado com o meio ambiente, contribuindo para a garantia da manutenção do ecossistema, do clima, da biodiversidade, utilizando para isso sua capacidade técnica e intelectual.

Fechando o ciclo, são objetivos sociais da indústria brasileira do alumínio, para garantir o seu desenvolvimento sustentável, a inclusão social, o trabalho pela igualdade de condições de progresso social nas comunidades em que estão inseridas, a manutenção da identidade cultural e o desenvolvimento institucional.

A Wyda é uma empresa 100% voltada para o desenvolvimento sustentável, por isso tem o título de “Empresa Verde”. Quer saber mais sobre nós? Então acesse www.wyda.com.br e conheça mais sobre nossos produtos e sobre nossa empresa.

O Brasil dá um salto na lista de países que investem em energia limpa e renovável

janeiro 4, 2010

Nosso país tem, em abundância, uma das fontes mais preciosas para viabilizar a energia solar: o sol. A utilização da tecnologia capaz de atuar sobre essa força da natureza traz benefícios para o meio ambiente, para a população e, concomitantemente, para o setor do alumínio. O metal é utilizado em ampla escala na confecção de aquecedores solares de água e dos painéis que captam a energia solar – desde a estrutura, por meio de perfis de alumínio para encaixilhar os painéis, os próprios painéis destes coletores (basicamente, uma chapa de alumínio pintada de cor preta para maior retenção do calor do sol), aos tubos de condução de água do sistema, por suas propriedades anticorrosivas, e no reservatório da água que será utilizada, ou boiler.

Desde a decisão da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) de incluir aquecedores solares de água nas casas populares, a presença do alumínio nos canteiros de obras no interior de São Paulo aumentou consideravelmente. Em 2007, a Companhia incluiu o item nos projetos de moradias de Interesse Social com o objetivo de reduzir as despesas dos mutuários com a conta de luz, economizar energia, principalmente nos horários de pico, e contribuir com a sustentabilidade ambiental.

“Uma das grandes preocupações do governo do Estado é garantir à população moradias com conforto, qualidade de vida e cujas construções respeitem o meio ambiente. A partir das Casas-Modelo que estão sendo projetadas e que servirão de referência para as residências, esses valores estarão sempre presentes – por meio da metragem de 44 m2 a 58 m2, no pé direito ampliado para 2,6 m e na presença do alumínio, já que 100% das casas terão aquecimento solar”, conta João Abukater, diretor-técnico da CDHU.

Na metade do ano, com a inauguração da primeira casa-modelo, em Lençóis Paulista, a companhia realizou uma licitação para a contratação de fabricantes de aquecedores, ao todo 15 mil equipamentos. Fundada em 1981, a Soletrol já forneceu aquecedores para concessionárias de energia como Eletropaulo, Light e CPFL, entre outras, e agora está entre as empresas fornecedoras para a CDHU – cerca de três mil kits. Fabricante de aquecedores solares de água e equipamentos relacionados ao suporte desta tecnologia, como acessórios hidráulicos e controladores digitais, sua linha de produtos possui equipamentos destinados a todo tipo de aquecimento solar de água, independentemente do tamanho do sistema ou demanda por água quente. “Não fazemos simplesmente a produção e instalação dos equipamentos. Avaliamos se as casas estão aptas a receber o aquecimento até a questão social dos moradores. Damos paletras para os licitados de modo que entendam o que estão recebendo”, conta o engenheiro Luciano Torres, diretor técnico da Soletrol Tecnologia. “Os benefícios vão do conforto para as famílias à economia na conta de luz, de 25% a 30% menos no total”, contabiliza.

A Transsen também venceu a licitação das habitações populares da companhia e fornecerá mais de 2500 equipamentos na região de Araçatuba e São José do Rio Preto, distribuídos em 40 cidades. A maioria dos coletores solares da empresa utiliza alumínio em sua fabricação. “Essa opção proporciona maior rigidez e resistência a intempéries, e também, alta eficiência térmica, quando utilizado nas placas absorvedoras”, descreve o engenheiro Leonardo Chamone, gerente técnico da Transsen, e observa que, ao substitur o cobre por alumínio nas placas absorvedoras, obtêm-se um aumento significativo da relação custo-benefício. “Utilizando o outro material, o ganho de eficiência não é proporcional ao custo investido”.

Luz no mercado brasileiro

No Brasil, existem cerca de 200 fabricas de aquecedores solares. Destas, aproximadamente 40 empresas detêm mais de 80% do mercado, sendo que as demais são micro e pequenas empresas que atendem a mercados locais e muito específicos. “No ano de 2008, foram instalados cerca de 670 mil metros quadrados de coletores solares, o que representou um crescimento de 18% em relação ao ano de 2007. Com isto o setor tem mantido mais de 16.500 empregos em todo o pais”, conta Marcelo Mesquita, novo gestor solar do Departamento de Energia Solar (DASOL) da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava).

Apesar da instalação dos 670 mil metros quadrados, avalia Mesquita, a indústria nacional tem uma capacidade produtiva de cerca de 2 milhões de metros quadrados, ou seja, hoje, trabalha com uma capacidade ociosa. “O setor de aquecimento solar vem crescendo e prevê investimentos da ordem de 60 milhões de reais nestes próximos dois anos. 2009 iniciou em clima de crise e, mesmo assim, no 1º trimestre, o mercado de aquecedores solares cresceu quase 4% em relação ao ano de 2008. As expectativas apontam para que o mercado cresça perto de 20% em 2009 e repita este número em 2010”, projeta. Mesquita acrescenta, ainda, que a decisão do governo de considerar os aquecedores solares nas novas casas construídas pelo programa “Minha Casa Minha Vida” também contribuirá de forma vigorosa para a consolidação da tecnologia mais limpa e barata para o aquecimento de água no Brasil.

“Existe um espaço enorme para o mercado solar crescer no Brasil, na América Latina e no mundo. A Transsen acredita que a movimentação de R$ 200 milhões anuais do mercado brasileiro hoje, por exemplo, pode crescer pelo menos dez vezes nos próximos 10 anos. A empresa prepara-se para acompanhar as projeções de crescimento, sobretudo, por meio do fortalecimento de suas tecnologias, do desenvolvimento de produtos de ponta e capazes de atender a todos os segmentos de mercado e perfis de consumidores”, reforça Chamone.

Hoje, apenas 1,78% das casas brasileiras usam aquecedores solares. Na Austria, por exemplo, 25% das casas usam a tecnologia e no Chipre e Israel, mais de 95% das casas usam aquecedores solares. Por enquanto, no Brasil, a grande demanda de energia solar tem surgido nas regiões mais afastadas, aonde a rede elétrica ainda não chegou. “Iniciativas como as que vemos hoje, e a possibilidade de adesão do Governo Federal, com o ‘Minha Casa, Minha Vida’ devem melhorar esse quadro”, aposta o engenheiro da Soletrol.

sistemas, composto de especialistas de centros de pesquisas com núcleo de excelência na área de energia solar e representantes da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético (SPE) e da Secretaria de Energia Elétrica (SEE). De posse dos resultados dos estudos do grupo, o MME e o governo federal terão os subsídios necessários para identificar a viabilidade da geração fotovoltaica e da comercialização dessa energia por particulares no Brasil, além de levantar a melhor conformação legal e regulatória para a implementação dessa prática, a fim de garantir o menor custo global para o consumidor final do sistema elétrico. Se a conclusão do Grupo de Trabalho for favorável ao início deste sistema de distribuição de energia no Brasil, os consumidores de energia ganharão a oportunidade de ter a opção de escolher seu sistema de aquecimento. Além disso, a indústria pode ser muito beneficiada.

FONTE: Revista Alumínio